Shimaa D Eashoa Msheekha Bar-YHWH (Ehyeh-Asher-Ehyeh, Adonai, Elohim, El, El Shaddai, El Elyon, El Roi, El Olam)
[Em nome de Jesus Cristo Filho de Deus (Eu Sou O Que Sou, Senhor, Deus, O Forte, Deus Todo-Poderoso, Deus Altíssimo, Deus Que Vê, Deus Eterno)]
Lucifer nunca foi líder de nada! Ele nunca foi: "maestro dos anjos", "líder do louvor no céu", "o líder dos anjos, estando logo abaixo de Deus", "anjo governante" ou coisas do tipo. Nenhum termo deste tipo existe na Bíblia!
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>> MALIGNIDADES: FILMES

 

"As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa" - Análise do Filme
>> Adicionado em 22/03/2007.
>> Por Berit Kjos (Crossroad.to / A Espada do Espírito).

Para aonde esse filme leva a mente das nossas crianças? Que tipos de atrações fornece para a natureza humana delas e seus apetites emocionais? Quais sugestões deixarão impressões duradouras em suas memórias? Essas são as perguntas que os pais cristãos precisam fazer. E a resposta para todas as três é: O mundo do ocultismo!

 

"As crianças descobrem uma charmosa e pacífica terra habitada por animais que falam, anões, faunos, centauros e gigantes que se tornou amaldiçoada a ter um inverno perpétuo por Jadis, a perversa feiticeira branca. Sob a direção de um governante nobre e místico, o leão Aslam, as crianças lutam para vencer o poderoso controle da feiticeira branca sobre Nárnia em uma batalha espetacular que libertará para sempre Nárnia do encantamento gelado de Jadis." [1]

"C. S. Lewis é um autor que pinta um quadro e permite que você imagine o resto. Para mim é criar um filme que seja de acordo com minhas memórias do livro em vez de especificamente o próprio livro. E ele precisa atender as expectativas na mente de todos e esse é meu desafio - torná-lo acessível e real... Quero que ele dê a impressão de ser real..." [2] O diretor Andrew Adamson.

"Há uma profecia que dois filhos de Adão e filhas de Eva aparecerão para derrotar a feiticeira branca e terminar com este inverno de cem anos." [3] O castor falante.

 

O filme começa com uma rápida cena do mundo cruel e violento da realidade. Sirenes de alarme de ataque aéreo soam à noite durante o sobrevôo dos aviões bombardeiros nazistas, que lançam suas bombas mortais. A família Povensie dirige-se para o abrigo, ciente dos perigos que ameaçam a cidade de Londres, já bastante destruída pela guerra. Logo depois, as quatro crianças embarcam em um trem e dirigem-se para o interior do país, para viverem na segurança de uma mansão que pertence a um velho e misterioso professor. Elas estão prestes a descobrir o emocionante mundo da fantasia.

Como a maioria de nós leu muitos anos atrás em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, de C. S. Lewis, as quatro crianças exploram seu novo lar e, por meio de um guarda-roupa mágico, encontram o caminho para o mundo frio e invernal de Nárnia. Aqui - como nos antigos mitos que tinham cativado o coração de Lewis - os animais falam, as bruxas lançam encantamentos, as maldições tornam a carne em pedra, e o véu entre a realidade física e as fantasias espirituais se desvanecem. O mito e a verdade se fundem em ilusões mais impositivas, enquanto o bem e o mal são redefinidos para se adequarem à nova história.

"O livro é sobre a imaginação", diz Roger Ford, o Projetista de Produção da versão de Disney de Nárnia. "Assim as imagens são fornecidas pela imaginação da criança e do leitor." Mas, ao contrário dos livros, os filmes implantam imagens feitas e prontas. 'O desafio de um diretor é atender e exceder a imaginação das pessoas", continua Ford, "e realmente transportá-las para outro tempo e lugar." [4]

A magia digital da atualidade cumpre essa função muitíssimo bem. Mas para aonde esse filme leva a mente das nossas crianças? Que tipos de atrações fornece para a natureza humana delas e seus apetites emocionais? Quais sugestões deixarão impressões duradouras em suas memórias? Essas são as perguntas que os pais cristãos precisam fazer. E a resposta para todas as três é: O mundo do ocultismo.

Os atraentes mundos pagãos inventados por C. S. Lewis e seus amigos criadores de mitos não foram inspirados pela Palavra ou pelo Espírito de Deus. As histórias deles nasceram da uma imersão muito prolongada na crenças, valores, rituais, linguagem e estilos de vida das antigas culturas pagãs.

A feiticeira branca, Jadis - a auto-declarada rainha de Nárnia - emergiu dessa cosmovisão pagã, não de uma estrutura ou referência bíblica. O sacrifício ritual que ela faz de Aslam tem mais em comum com os antigos sacrifícios de sangue para os deuses das civilizações pagãs (por exemplo, hindu, maia, inca ou babilônia) do que com a crucificação de nosso Senhor. Não é de se admiriar que o diretor do filme escolheu um cenário sacrificial para Aslam que se parece estranhamente com as pedras rituais antigas e os pilares em Stonehenge, agora um local de encontro para as redes de neopagãos, que crescem rapidamente em todo o mundo.

"Ainda jovem, Lewis visitou as ruínas de Stonehenge, um misterioso círculo de pedras gigantes pré-históricas no sul da Inglaterra. Em seu livro Journey Into Narnia, Kathryn Lindskoog observa: 'A pedra mais baixa em Stonehenge é chamada de pedra do sacrifício por que as pessoas suspeitam que seres humanos eram amarrados e imolados ali em cerimônias malignas milhares de anos atrás... É quase certo que Stonehenge deu a Lewis a idéia da Mesa de Pedra." [5]

Ao contrário de Jesus, nosso Senhor, Aslam negocia os termos da "magia antiga" com a bruxa branca. E, ao contrário de Deus, Aslam atribui a vitória final aos humanos, não ao seu próprio plano e poder.

"O futuro de Nárna dependerá da sua coragem", o leão disse a Pedro antes de sua triste despedida. Logo em seguida, esse cavaleiro comissionado, vestindo uma armadura brilhosa cavalgaria até a feroz batalha montado em um unicórnio branco, e portando uma espada reluzente.

Essa figura o faz lembrar da Armadura de Deus (Efésios 6:10-17) ou a Espada do Espírito? Em caso afirmativo, é uma comparação enganosa. Essa Espada vitoriosa é a eterna e imutável Palavra de Deus. Ela não tem lugar algum no mito de Nárnia.

Para ilustrar essa discrepância entre a verdade bíblica e a fantasia de Nárnia, usaremos a armadura de Deus em uma estrutura de tópicos. Ela desaprova a suposição moderna que Nárnia é uma alegoria cristã - uma noção que o próprio Lewis negava. De acordo com a revista Christianity Today, "não somente Lewis hesitava em chamar seus livros de alegoria cristã, mas as histórias emprestam tanto da mitologia pagã quanto da Bíblia." [6]

Na verdade, aqueles que querem ver Aslam como Jesus Cristo têm de fazer uma certa ginástica mental. Os dois opostos simplesmente não combinam, a não ser que a verdade de Deus seja conformada com a imaginação humana. É triste dizer, mas essa contemporização espiritual está acontecendo todos os dias. E, quanto melhor a falsificação, mais enganoso é seu poder.

A Armadura de Deus - Um resumo do verdadeiro evangelho - é formada por seis partes.

  1. O cinturão da verdade - A verdade vital sobre Deus e Seu plano para a redenção.

  2. A couraça da justiça - A verdade sobre nossa necessidade da cruz e da justiça de Deus.

  3. As sandálias da paz - O dom gracioso do Príncipe da Paz para aqueles que caminham em Sua verdade e justiça.

  4. O escudo da - Colocando toda nossa confiança no poder soberano e no amor do nosso Rei e em Sua Palavra.

  5. O capacete da salvação - Mantendo nossos olhos fixos na esperança de Sua vitória hoje e sempre.

  6. A espada do Espírito - Sua Palavra, escondida em nosso coração, e usada contra qualquer inimigo da paz que possa vir contra nós.

Essas partes se tornam todas mais significativas à luz do fato que Jesus, em várias ocasiões, identificou-se para Seus discipulos como a verdade, a justiça, o Príncipe da Paz, nossa salvação e a Palavra viva. [7] Quando você coloca a armadura de Deus, "reveste-se do Senhor Jesus Cristo" [Romanos 13:12-14] Ele se torna nosso lugar de refúgio e abrigo na tempestade. Escondido Nele, você pode contar com Sua vitória, pois Ele não somente o protege como um escudo, mas também o preenche com Sua vida.

A Verdade de Deus

"O cinema... é uma grande ferramenta para a igreja ajudar as pessoas a compreenderem a verdade do evangelho de Jesus Cristo", escreveu Ted Baehr, fundador de MovieGuide. "Pouquíssimas pessoas verão as pequenas divergências do filme em relação ao livro." [8]

A última frase pode ser verdadeira. Presas na emocionante fantasia de alta tecnologia, poucos provavelmente observarão as mudanças no roteiro. Mas a primeira frase deve gerar preocupações. Como esse filme ajudará as pessoas a compreender a verdade do evangelho? O que é realmente verdade nessa assim-chamada "alegoria cristã"?

O Dr. Baehr dá uma resposta parcial no seguinte resumo. Quais grosseiras distorções da suposta 'verdade' você vê aqui?

"Uma profecia diz que quatro filhos e filhas de Adão e Eva virão a Nárnia e ajudarão Aslam... a libertar Nárnia da feiticeira branca. Para tentar impedir o cumprimento da profecia, a feiticeira branca disse a todos que, se eles virem um filho ou filha de Adão e Eva, devem seqüestrá-los e trazê-los até ela..."

"... a brincadeira da ressurreição com Aslam, Lúcia e Susana também foi eliminada, e o filme enfoca mais sobre as crianças como sendo a solução para o mal em Nárnia quando, na verdade, a vitória é de Aslam... [As crianças] são herdeiras da vitória que Aslam obteve na mesa de pedra, e Jesus Cristo obteve na cruz...

"Na verdade, o filme é uma alusão cristológica muito clara, ou imaginativa, da história de Jesus Cristo. As pequenas mudanças não se afastam desse significado no livro..."

"Andrew Adamson... compreende o elemento do sacrifício e redenção, mas sua preocupação foi com a capacitação das crianças... o amor dele pela fonte original acaba mantendo o filme no alvo." [8]

Como a foco de Adamson estava em "capacitar... as crianças", faz sentido dar a elas (em vez de a Aslam) crédito pela vitória final. Isso também ajuda a explicar a mensagem distorcida de Aslam:

"O futuro de Nárnia depende da sua coragem." [3]

Embora essa afirmação deva perturbar aqueles que amam o evangelho, ela combina com a antiga profecia de Nárnia muito bem. Para nós, a palavra "profecia" implica a revelação onisciente de Deus (o conhecimento prévio dos eventos futuros) daquilo que está para acontecer. Como conhecemos a Deus e confiamos em Sua palavra, encaramos com seriedade as preciosas profecias do Antigo Testamento com relação ao vindouro Messias. Tudo o que Deus nos disse irá ou já se tornou realidade! Jesus veio e deu Sua vida por nós! Ele voltará outra vez para Seu povo! Mas a profecia de Nárnia não promete tal Salvador. Em claro contraste, ela promete que quatro seres humanos virão e salvarão a terra. Que vergonha chamar essa história enganosa de um retrato da verdade!

Se essa pavorosa mentira distorcer nossa compreensão do evangelho, veremos a nós mesmos como co-redentores. Daremos tapinhas em nossas próprias costas, em vez de humilde e alegremente louvar nosso Deus por Sua graça admirável em nossa fraqueza! Traduzida para a linguagem do evangelho, essa visão implica que a morte e ressurreição de Jesus não foram suficientes para salvar Seu povo. Em vez disso, Deus depende de nós para realizar Sua salvação. Essa inverdade já se tornou um plano de marketing vital no atual Movimento de Crescimento de Igrejas, que está centrado no homem.

O seguinte comentário de Joseph Pearce (biógrafo de Tolkien e audor de um novo livro sobre C. S. Lewis) ilustra a capacidade de persuasão desses mitos. Ele se aplica tanto a Lewis quanto a Tolkien:

"... o poder de Tolkien está no modo como ele consegue, por meio do mito, em fazer a mão invisível da providência ser sentida pelo leitor."

"Em suas criações místicas, ou sub-criações, como nós as chamaríamos, ele mostra como a mão invisível de Deus é sentida de forma muito mais forte no mito do que é na ficção. Paradoxalmente, a ficção funciona com fatos, ainda que fatos inventados, enquanto que o mito funciona com a verdade, ainda que seja uma verdade vestida em belos disfarces." [9]

Você vê o raciocício estranho? Se o reino mítico da magia "faz a mão invisível da providência ser sentida pelo leitor", que mensagem ela realmente ensina? Quais novas "verdades, emoções e percepções as pessoas levarão para casa quando saírem do cinema?

Nosso Deus sábio tem uma visão muito diferente da imaginação humana do que Tolkien ou Lewis, e está bem ciente do poder dela para inflar mentiras e distorcer a verdade. Portanto, Ele nos adverte repetidamente que "a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice." [Gênesis 8:21]

Para compreender melhor o evangelho distorcido que está sendo ensinado por meio dessa série mítica, veremos abaixo uma análise do estranho relato da criação narrado em O Sobrinho do Mágico, o livro que precede O Leão, a Feiticeira e o Quarda-Roupa nos cinco volumes de As Crônicas de Nárnia.

"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." [2 Timóteo 2:15]

 

Com muita espectativa, as igrejas estão se preparando para o grande evento do ano. Muitas incentivam os pais a lerem O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa para seus filhos. Algumas realizam seminários para treinar os pais e avós em diálogos construtivos sobre Nárnia. Pastores estão usando o livro em lugar da Bíblia para obter inspiração para o sermão da manhã de domingo. Líderes de igrejas estão planejando fretar ônibus e levar a congregação a cinemas reservados para que os membros possam assistir juntos ao filme. E esse consenso de sentir-se bem com o grupo está efetivamente silenciando a maioria das vozes que discordam.

Os fãs cristãos de Nárnia podem ter se esquecido de uma importante lição em Gênesis 3: Misturando verdades parciais com uma mentira atraente, a serpente apresentou a Eva uma enganação catastrófica. Sim, existem alusões à verdade nas histórias de Nárnia. Mas existem muitas outras mensagens contrárias, e o contexto geral é pagão, não cristão. Tenha em mente que aquilo que parece verdade torna a enganação mais palatável!

 

  • "Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão; não terás outros deuses diante de mim.

  • Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás a elas, nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até à terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.

  • Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente ao que tomar o seu nome em vão." [Deuteronômio 5:6-11]

 

Com muita espectativa, as igrejas estão se preparando para o grande evento do ano. Muitas incentivam os pais a lerem O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa para seus filhos. Algumas realizam seminários para treinar os pais e avós em diálogos construtivos sobre Nárnia. Pastores estão usando o livro em lugar da Bíblia para obter inspiração para o sermão da manhã de domingo. Líderes de igrejas estão planejando fretar ônibus e levar a congregação a cinemas reservados para que os membros possam assistir juntos ao filme. E esse consenso de sentir-se bem com o grupo está efetivamente silenciando a maioria das vozes que discordam.

Os fãs cristãos de Nárnia podem ter se esquecido de uma importante lição em Gênesis 3: Misturando verdades parciais com uma mentira atraente, a serpente apresentou a Eva uma enganação catastrófica. Sim, existem alusões à verdade nas histórias de Nárnia. Mas existem muitas outras mensagens contrárias, e o contexto geral é pagão, não cristão. Tenha em mente que aquilo que parece verdade torna a enganação mais palatável!

Independente se Lewis quis isso ou não, a principal justificativa "cristã" para preencher as mentes com sugestões de Nárnia é que um quadrúpede mamífero nos ajuda a compreender Jesus e a responder emocionalmente ao Seu sacrifício. Todavia, essa representação na forma de um animal de nosso indescritivelmente santo Senhor é mais vívida para nossa imaginação que qualquer ídolo do Antigo Testamento já foi! A carta de Paulo aos Romanos torna bem claro que Deus não quer ser retratado desse modo:

"Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis." [Romanos 1:20-23; ênfase adicionada]

Aqueles que vêem Aslam como Jesus Cristo também podem ver Gênesis 1 por meio do filtro do mito da criação de C. S. Lewis. Não somente Aslam gerou Nárnia, mas criou uma miríade de outros 'mundos' também. Indo muito além de qualquer paralelo bíblico, esta história da criação é contada em O Sobrinho do Mágico, o livro que antecede O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa nos sete volumes de As Crônicas de Nárnia. Considere esta visão do "criador" e seu universo. Seriam essas imagens corretas (ou justas) aos olhos de Deus?

"Em um momento não havia nada, senão trevas; no momento seguinte, mil, mil pontos de luz surgiram - estrelas, constelações e planetas, mais brilhantes e maiores do que qualquer outra no nosso mundo..."

"... o Leão estava bem quieto. Ele ia para lá e para cá entre os animais. De vez em quando, ia a dois deles... e tocava seus narizes com o seu... Os pares que ele tinha tocado instantaneamente deixavam seus companheiros e o seguiam... Finalmente, ele ficou parado e todas as criaturas que ele tinha tocado vieram e formaram um grande círculo em volta dele..."

"... A voz mais profunda e selvagem que eles já tinham ouvido disse: '... Nárnia, desperte. Ame. Pense. Fale. Sejam árvores andantes. Sejam animais falantes. Sejam águas divinas.' Obviamente, era a voz do leão..."

"Saindo das árvores pessoas incivilizadas deram um passo à frente, deuses e deusas da madeira; com eles vieram faunos e sátiros. Do rio surgiu o deus-rio com suas filhas Naiad. E todos esses e todos os animais e pássaros em suas diferentes vozes.... responderam: 'Ave, Aslam. Ouvimos e obedecemos. Estamos acordados. Amamos. Pensamos. Falamos. Conhecemos."

"Criaturas, eu dou vocês a vocês mesmos", disse a voz forte e alegre de Aslam. "Eu dou a vocês para sempre esta terra de Nárnia.... Eu me dou a vocês..."

"Não riam e não temam, criaturas. Agora que vocês não são mais estúpidos e sem vontade própria, não precisam ser sempre graves. As piadas e a justiça acompanham a linguagem."

"Nárnia está criada. Precisamos em seguida pensar em como mantê-la protegida. Chamarei alguns de vocês para o meu conselho. Venham para cá, você, o Anão-chefe, e você, o deus-Rio... Pois embora o mundo ainda não tenha cinco horas de vida, o mal já entrou nele."

"... uma força do mal já entrou nele; despertadas e trazidas para cá pelo Filho de Adão.' Os animais.... todos viraram seus olhos para Digory... 'E, como a raça de Adão fez o mal, a raça de Adão ajudará a curá-lo." [10]

Levadas pelo impacto emocional dos filmes dramáticos, as imagens que vemos se abrigam na nossa mente e em nossa memória por muito tempo. Muitas dessas cenas sugestivas nunca serão apagadas, independente do quanto tentemos. Algumas vezes eles dão origem a fortes desejos ou obsessões que guiam a vítima em direção a mais e mais estímulos emocionais.

O autor do Salmo 101 viu imagens muito menos poderosas, porém suas sábias palavras aplicam-se a nós hoje: 'Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim." [Salmos 101:3]

Em claro contraste, C. S. Lewis e seus amigos amantes dos mitos mergulharam suas mentes nas fantasias e nos mundos das fábulas do ocultismo. Em pouco tempo, as histórias que eles escreveram, contemporizando com o ocultismo, foram absorvidas pelo mundo cristianizado do último século. Como o antigo Israel, o público estava faminto e sedento - não pelo que era verdadeiro e reto - mas pelos mundos e poderes pagãos que tantalizavam suas imaginações.

As vívidas imagens digitais no filme ampliam essas imagens. Por exemplo, a versão da Disney-Walden mostra Lucy e seu novo amigo Tumnus observando as chamas na confortável lareira do fauno. As chamas parecem dançar, e por um momento, podemos identificar personagens indefinidos circulando no fogo. Um deles parece estar montado na vassoura de uma feiticeira. Outro poderia ser um centauro ou alguém montado em um cavalo.

A cena me fez lembrar de uma fogueira usada para adivinhação em Pocahontas - outro filme da Disney que funde fatos e mitos em uma promoção pagã transformadora das mentes. As imagens fantasmagóricas na fumaça que saem do fogo mágico do xamã advertiram a tribo a evitar os europeus recém-chegados, que "saqueiam a terra como lobos vorazes".

No artigo "C. S. Lewis - Quem Ele Era e o Que Escreveu" - Tony Zakula faz a seguinte advertência:

"O próprio C. S. Lewis experimentou os perigos de 'cruzar a linha' na obsessão com o ocultismo. Em Surprised by Joy, ele escreve que, parcialmente por causa de uma supervisora na escola que estava envolvida com o ocultismo, 'pela primeira vez, surgiu em mim a idéia que poderiam existir maravilhas reais em torno de nós, que o mundo visível poderia ser apenas uma cortina para esconder grandes reinos ainda não mapeados pela minha teologia bem simples. E isso iniciou em mim algo com o que, de tempos em tempos, tenho lutado muito - o desejo pelo preternatural, simplesmente a paixão pelo oculto... É uma lascívia espiritual; e, como a lascívia física, tem o poder fatal de fazer tudo o mais no mundo parecer desinteressante enquanto ela dura." [11]

Esse 'tudo o mais' certamente incluiria nosso Deus e Seus caminhos! O que leva à seguinte pergunta: Podem aqueles que estão cativados pelo mito e pela magia também amar a Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, com todas as suas forças e com todo o seu entendimento? Nâo! Quando seus corações estão divididos entre o bem de Deus e as falsificações do mundo, eles se tornam cegos tanto para as maravilhas de Deus e para as trevas do pecado. "Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa", adverte Tiago. "O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos." [Tiago 1:7-8]

Como podemos permanecer firmes e estáveis neste tempo de "contínua transformação" e de ataques incessantes à Bíblia? Revista-se da armadura de Deus - um esquema de verdades vitais que trazem vitórias nesta guerra espiritual cada vez mais intensa! Vejamos a segunda parte dessa armadura - e vamos compartilhá-la com nossos filhos e netos.

A Justiça de Deus Naqueles Que o Receberam

"Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas", disse Jesus, em Mateus 6:33. Essa justiça dada por Deus envolve uma compreensão do que é certo e o que é errado à vista de Deus. Ela não minimiza o pecado (rebelião, imoralidade, corrupção, blasfêmia, etc.). Porque Sua Verdade - revelada em Sua Palavra e tornada viva em nós por Seu Espírito Santo - mostra-nos a mente e a vontade de Deus. Ela nos diz que Deus ama e o que Ele odeia. Ela também mostra o que amaremos e evitaremos, se realmente somos "nascidos de novo" e "temos a mente de Cristo" [1 Coríntios 2:9-16]

Por meio do sangue de Jesus Cristo, somos lavados e justificados à vista de Deus quando nós, pela fé, estamos ligados a Jesus por meio da cruz. Mas viver nessa justiça significa fazer escolhas diárias para renovar nossas mentes com Sua verdade, não com os mitos e fantasias de sucesso que fazem nossos corações focarem nos mistérios pagãos e nos poderes falsos.

"Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o Senhor, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher; figura de algum animal que haja na terra; figura de alguma ave alada que vôa pelos céus." [Deuteronômio 4:15-17; ênfase adicionada]

"Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo", advertiu Jesus. "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca." [Marcos 13:33; Mateus 26:41]

"Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo." [1 Pedro 5:8-9]

Em toda a história, as pessoas ouvem mas não dão ouvidos.

"E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus." [João 3:19-21; ênfase adicionada]

Quando nós, pela fé, "vestimos a couraça da justiça", não precisamos nos esconder dessa luz. Em vez disso, nós a buscamos e nos alegramos nela! Mas fugimos de quaisquer trevas que ofusquem ou substituam essa luz. E as atraentes fantasias da atualidade fazem exatamente isso. Tony Zakula explica bem:

"Uma criança que leia o livro, está, como diz a propaganda dele, 'mergulhando em outro mundo' - o mundo da fantasia. Lewis, como Disney, era um aderente da Nova Era. Ele construiu mundos totalmente surrealistas para aonde nossas crianças podem fugir - fugir da realidade e da vida real. Esses mundos invariavelmente contêm criaturas de todos os tipos que são cativantes para as crianças, realizam atos heróicos, e freqüentemente exibem poderes maiores que nosso Salvador demonstrou quando estava na terra."

"Quem nossas crianças mais prontamente identificarão como tendo o poder mais tremendo -- os personagens de Lewis, os personagens da Disney, algum herói que viaja no tempo e no espaço, ou o todo-poderoso Jesus Cristo? Não é de se admirar que tenhamos tanta dificuldade para convencer nossos filhos a dar todo seu coração para Alguém que está tão abaixo em capacidade e poder com relação aos heróis de sua experiência." [11]

Estas são questões interessantes. Elas apontam para uma das estratégias de Satanás: oferecer imagens falsificadas da criação de Deus. Apresentar atrações proibidas. Apresentar promessas atraentes de prazeres que satisfazem a carne, mas não o Espírito. Fazer o mal parecer bom e o bom parecer mal. [Isaías 5:20] Provocar desejos intensos que cegam as vítimas para a verdade de Deus e criar mundos de fantasia ainda mais atraentes e tentadores. Fazê-las odiar a luz. Treinar as massas para correrem atrás dos sonhos criados pelo homem e as visões míticas que cativam os corações mas que nunca podem satisfazer de verdade. [12]

Deus tem um plano melhor para nós. "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos." [Mateus 5:6]

 

Uma discussão entre os fãs evangélicos e seculares de As Crônicas de Nárnia ocorre há décadas: Elas devem ser consideradas cristãs? O lançamento do filme da Disney reacendeu esse debate. O diretor Andrew Adamson nega a conexão com o cristianismo e diz que os temas espirituais são comuns no gênero fantasia. As Crônicas apresentam um caminho pós-moderno para a fé e a salvação? As evidências de taoísmo na teologia de C. S. Lewis.

 

"O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa'... merece o apoio de todas as pessoas, sejam conservadoras ou liberais, que acreditam em contar histórias de uma forma clássica e humanista .... A discussão em debates é se C. S. Lewis teva a intenção de fazer de Aslam um símbolo de Cristo.... mas é claro que o leão é também um símbolo real e divino em religiões em todo o mundo; existem diversas figuras divinas na forma de leão no antigo Egito, na Babilônia, na Grécia, e simbolismo religioso hindu e budista...

"A própria Feiticeira Branca parece ser um atavismo de várias feiticeiras e deusas nas mitologias celta e grega. O cabelo dela é penteado com cachos na forma de serpentes, como a Medusa... É talvez por que como uma xamanista, a Feiticeira Branca adota a aparência exterior do leão de modo a assumir seus poderes mágicos, ou para significar alguma conexão mais profunda com a figura de Aslam - uma conexão que está acima da dualidade do bem e do mal? Por que a Feiticeira Branca estaria vestida com trajes leoninos no fim, exceto talvez como um sinal que ela e Aslam são duas metades de um todo, e que estão representando na forma de um ritual uma batalha cósmica eterna, onde o bem e o mal, a luz e as trevas, o verão e o inverno se alternam em ascendência a cada ciclo de tempo? [13]

 

Uma discussão entre os fãs evangélicos e seculares de Nárnia ocorre há décadas: As Crônicas de Nárnia devem ser consideradas cristãs? O lançamento do filme da Disney reacendeu esse debate. O diretor Andrew Adamson nega a conexão com o cristianismo e diz que os temas espirituais são comuns no gênero fantasia. Tampouco o produtor, Mark Johnson, vê uma mensagem cristã. Ele disse: "Quando li o livro na infância, eu o aceitei como uma pura história de aventuras. Nunca passou pela minha cabeça que Aslam era algo mais do um grande leão." [14]

Até mesmo Douglas Gresham, o enteado de Lewis, disse recentemente: "As igrejas na Grã-Bretanha e na América estão promovendo o filme como cristão, mas ele não é... e os livros de Nárnia não são livros cristãos." [14]

Os evangélicos discordam. "Acreditamos que Deus anunciará o evangelho de Jesus Cristo por meio desse filme", [14] disse Lon Allison, diretor do Centro Billy Graham de Illinois.

Uma carta de 1961, que C. S. Lewis escreveu para um de seus muitos jovens fãs, pode encerrar esse debate.

"Supondo que realmente houvesse um mundo como Nárnia... e supondo que Cristo quisesse ir a esse mundo e salvá-lo (como fez com o nosso) o que poderia ter acontecido? As histórias são a minha resposta. Como Nárnia é um mundo de animais falantes, acho que ele se tornaria um animal falante ali, como se tornou um homem aqui. Eu o imagino se tornando um leão ali porque A) o leão é considerado como o rei dos animais; B) Cristo é chamado de 'leão de Judá' na Bíblia... Toda a história de Nárnia é sobre Cristo." [15]

Essa carta, enviada do Magdalene College, em Cambridge, nos leva de volta à outra pergunta: Essas histórias são verdadeiras à Bíblia?

"Lewis era qualquer coisa menos um evangélico clássico, social ou teologicamente", escreveu Bob Smietana, em um artigo publicado na revista Christianity Today, intitulado "C. S. Lewis Superstar". Ele faz essas provocantes afirmações:

"Embora compartilhasse as crenças cristãs básicas com os evangélicos, ele não subscrevia à crença na inerrância da Bíblia ou à substituição penal. Ele acreditava no purgatório e na regeneração pelo batismo. Como alguém com esse pedigree se torna um Elvis Presley teológico, adorado pelos evangélicos?.... Parte do apelo atual de Lewis... é um interesse pós-moderno em 'locais finos' - lugares em que o mundo físico e o espiritual se encontram - e para o mito que faz sentido da vida de um modo que o pensamento racional não pode. Para sua dose de mito, os pós-modernos se voltam para Matrix, O Senhor dos Anéis, Guerra nas Estrelas, Harry Potter e, é claro, Nárnia.

"A fantasia permite que você explique, compreenda e integre na sua vida coisas que não são lógicas... É dizer que podemos contar uns aos outros a verdade na história." [16]

Mas quando você comunica "a verdade na história", a verdade pode ser estendida como um elástico. Ela assume novas cores e um novo caráter. O autor cria o contexto a partir da imaginação, e a história provavelmente mudará de tempos em tempos - e de uma pessoa que a conta para outra. Essa "verdade" não é em nada semelhante à verdade bíblica, que foi escrita para toda a eternidade de acordo com as palavras e inspiração do próprio Deus. Na realidade, Ele nos adverte repetidamente contra qualquer interferência em Sua mensagem. Não podemos adicionar ou excluir nada dela. As certezas Dele não podem ser manchadas pelas nossas incertezas.

O último livro escrito por C. S. Lewis mostra a visão de mudança e ambigüidade do autor. Em The Discarded Image: An Introduction to Medieval and Renaissance Literature, ele nos diz que quando as pessoas não gostam mais do antigo Paradigma ou do "modelo" cultural com suas crenças e valores, elas simplesmente o descartam. Nada é permanente; tudo muda junto com o pensamento, imaginação, filosofias e preferências humanas:

"Quando as mudanças na mente humana produzem uma suficiente aversão ao antigo Modelo e um suficiente desejo por algo novo, fenômenos para suportarem esse novo irão obedientemente acontecer." [17, pg 221]

"Precisamos reconhecer que aquilo que tem sido chamado 'um gosto nos universos' é não somente perdoável mas inevitável. Não podemos mais desconsiderar a mudanças de Modelos como um simples progresso do erro para a verdade. Nenhum Modelo é um catálogo das realidades máximas finais, e nenhum é uma mera fantasia. Cada um é uma séria tentativa de receber todos os fenômenos conhecidos em um dado período.... Mas também, com não menos certeza, cada um reflete a psicologia prevalecente em uma época quase tanto quanto reflete o estado do conhecimento dessa época..." [17, pg 222]

Lewis termina seu livro com esta predição:

"Não é impossível que nosso próprio Modelo [incluindo a cosmovisão bíblica] morra de uma morte violenta, implacavelmente esmagado em um ataque não provocado de novos fatos - não provocado como a estrela nova de 1572. Mas acho que é mais provável mudar quando, e por que, mudanças de longo alcance no temperamento mental de nossos descendentes exigirem que ele deva mudar. O novo Modelo não será estabelecido sem evidência, mas a evidência aparecerá quando a necessidade interior dela se tornar suficientemente grande. Ela será a verdadeira evidência." [17, pg 222-223]

"O que Lewis imaginava não ser impossível após algumas gerações - a morte do modelo ou da cosmovisão moderna - está acontecendo", escreveu o pastor Brian McLaren, uma liderança pós-moderna, que descartou a verdade absoluta, exatamente como Lewis predisse.

Se você ler as resenhas dos leitores do livro The Discarded Image, na Amazon.com, encontrará outros comentários interessantes a respeito desse livro. A terceira pessoa que analisou o livro escreveu o seguinte:

Neste contexto, talvez seja honesto advertir os potenciais leitores que vêm ao livro direto de Lewis-o-cristão que ele exibe em todo esse livro uma admirável simpatia por uma variedade de visões (pagãs, neo-platônica, católica medieval, e assim por diante) que eles talvez acharão preocupantes. O foco principal é a educação, não a edificação...

Para usar uma frase-chave introduzida na academia em 1962 por Thomas Kuhn, em Structure of Scientific Revolutions, Lewis está apresentado um "antigo paradigma" do universo, as mesmas pressuposições que foram substituídas por uma série de "novos paradigmas" durante os quatro últimos séculos. Ele descreve um vasto mas finito mundo de hierarquias naturais... É um esforço para equipar o aluno para pensar e talvez até sentir em termos medievais, não modernos. Nâo posso pensar em ninguém mais que tenha conseguido com tanto sucesso evocar a sensação de viver em um cosmo ptolomaico ou aristotélico." [18]

Em outras palavras, Lewis tem uma impressionante capacidade de trazer os leitores cristãos a novos mundos ou cosmovisões e fazê-los sentir-se à vontade no meio dos rituais pagãos, dos mistérios ocultos e das forças mágicas. Ao fazer isso, ele apresenta visões antibíblicas dos dons mais importantes que Deus nos deu: Sua verdade, justiça, paz, fé e salvação.

A Paz de Deus Para Ter e Compartilhar

A paz de Deus está baseada nesta certeza: a confiança absoluta que Deus será e fará aquilo que prometeu em Sua Palavra - independente de quão difíceis sejam as circunstâncias. Essa paz é incompatível com a crença pós-moderna que tudo precisa mudar e nada é absoluto.

Da mesma forma, ela se choca com o processo dialético, que está dirigindo a transformação das igrejas e das escolas, das empresas, do governo e dos lares. Em outras palavras, não pode haver paz quando a verdade (a tese) e o mito ou opiniões opostas (a antítese) continuamente se fundem (síntese) em um consenso em constante evolução. Nesse contexto, tudo se torna incerto e sujeito à mudança com cada novo pensamento, emoção ou opinião do grupo. Qualquer crença ou suposição precisa ser afirmada como uma "verdade" por uma pessoa ou grupo. Nesse contexto, Nárnia pode ser interpretada de infindáveis formas. Isso nos traz de volta à velha questão:

"O jornal USA Today perguntou: 'É o mundo criado por C. S. Lewis uma emocionante peça de fantasia - ou um conto de fadas repleto de imagens cristãs?' A resposta é: as duas coisas. E isso permite uma pergunta relacionada: Pode a Disney ser bem sucedida em vender o filme como uma espécie de meio termo entre O Senhor dos Anéis e A Paixão de Cristo?" [18]

Esse não é o caminho de Deus para a paz. Ao contrário dos caminhos da natureza humana, Sua mensagem não se alterna, como que levada pelo vento, entre dois mundos. Mas a natureza humana tenta continuamente contemporizar. O apóstolo Paulo sabia disso e escreveu aos coríntios:

"Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis." [2 Coríntios 11:3-4; ênfase adicionada]

O Senhor Jesus nunca anunciou Sua mensagem com emoções do entretenimento ou com a contemporização dialética. Nós também não devemos! Como Ele, precisamos trazer a verdadeira luz ao mundo, mesmo sabendo que os homens preferem amar mais as trevas do que a luz.

"E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más." [João 3:19]

Alguns ouvirão e outros odiarão essa verdade.

"Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo?" [2 Coríntios 2:15-16]

"Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós." [João 20:21]

"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." [João 16:33]

O Escudo da Fé - Confiança Absoluta Que a Palavra de Deus É Verdade e Certa

Cinqüenta anos atrás, quando C. S. Lewis escreveu As Crônicas de Nárnia, a prática real da feitiçaria e do antigo ocultismo estava em geral fora do alcance das pessoas. Em uma era de cristianismo cultural politicamente correto, poucos conheciam bem a Bíblia e menos ainda conheciam muita coisa a respeito das outras religiões. As histórias pareciam seguras, porém emocionantes e longes da realidade. As pessoas gostavam, mas não acreditavam nelas.

Os tempos agora são outros. Os poderes mágicos são reais e tantalizantes. Entre os adolescentes, a feitiçaria é a religião que mais cresce e está acessível a todos por meio da Internet. As crianças nas escolas públicas estão sendo treinadas para ver todas as religiões por meio de um filtro pluralista que descarta qualquer afirmação que um "Deus" é melhor do que qualquer um dos outros.

"A fé está nos olhos de quem vê", declarou Tilda Swinton, que representou no filme o papel da Feiticeira Branca. "O livro original de Lewis é mais 'espiritual' do que religioso... Você pode fazer uma alegoria religiosa com qualquer coisa, se é nisso que está interessado." [14]

Como muitos hoje, bem no início de sua vida Lewis tinha sido cativado pelos mundos místicos que preenchiam sua mente e coração. Como ele escreveu em Surprised by Joy:

"A possibilidade que o mundo visível possa esconder enormes reinos desconhecidos - iniciou em mim algo com o que, de tempos em tempos, tenho tido muita dificuldade - o desejo pelo preternatural, ou simplesmente a paixão pelo oculto. Nem todos têm essa doença; aqueles que a têm saberão o que quero dizer... É uma lascívia espiritual; e, como a lascívia do corpo, ela tem o poder fatal de fazer tudo o mais no mundo parecer desinteressante enquanto ela dura. É provavelmente essa paixão, mais até do que o desejo por poder, que torna os mágicos..."

"A vagueza, o caráter meramente especulativo, de todo esse ocultismo começou a se espalhar - sim, e a se espalhar deliciosamente - para as severas verdades do credo. A coisa toda tornou-se uma questão de especulação: Eu estava logo (nos mundos famosos) alterando "eu creio" para 'alguém sente'. E, ah, o alívio disso!.... Do meio-dia tirano da revelação passei para o anoitecer frio do Pensamento Superior, onde não havia nada para ser obedecido e nada para ser crido exceto aquilo que trazia conforto ou interesse." [19] [tradução nossa]

Uma obsessão similar aparentemente levou o antigo Israel para longe do cuidado amoroso de Deus. Fascinado pelas crenças e práticas de seus vizinhos pagãos, eles colocaram sua fé em sua própria imaginação e ignoraram as advertências de Deus:

"Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti." [Deuteronômio 18:9-12]

Pode ser tentador permitir que as fantasias confundam a magia com o poder onipotente de Deus, mas as duas coisas são incompatíveis. Deus reina sobre tudo! Somente Ele é digno da nossa fé.

"E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus." [1 Coríntios 2:1-5; ênfase adicionada]

O Capacete da Salvação - Uma Esperança Contínua na Prometida Vitória de Deus

A Última Batalha, o livro final em As Crônicas de Nárnia, nos dá uma rápida visão da compreensão da salvação e da vida eterna de Lewis. O ídolo da nação vizinha era Tash, uma criatura grande e atemorizadora que caminhava como um homem mas tinha a cabeça similar a de um abutre. Após a destruição final dos mundos, todos os personagens maus morreram. Mas Emeth, um dos fiéis servos do maligno Tash, termina na nova Nárnia celestial junto com os súditos leais de Aslam.

"Diga-nos quem é e o aconteceu com você", pergunta Jill, um humano 'salvo' que se reuniu com o rei Pedro, o rei Edmundo e a rainha Lúcia. Assim, Emeth inicia sua longa história: "... sempre, desde que era um menino, tenho servido a Tash, e meu grande desejo era conhecê-lo mais e mais... Mas o nome de Aslam eram odioso para mim." Ele então descreve os eventos da batalha final entre as forças do mal de Tash e os seguidores fiéis de Aslam. Finalmente, ele compartilha sua surpresa ao se encontrar no novo mundo - face a face com Aslam:

"O Glorioso abaixou sua cabeça dourada e tocou minha fronte com sua lingua e disse: 'Filho, você é bem-vindo.' Mas eu disse: 'Desculpe-me, Senhor, não sou seu filho, sirvo a Tash.' Ele respondeu: 'Filho, todo o serviço que você fez a Tash, conto como um serviço feito a mim...'

"Superei meu temor e questionei o Glorioso dizendo: 'Senhor, é então verdade... que o senhor e Tash são um?'

'O leão rugiu para que a terra tremesse (mas sua ira não era contra mim) e disse: 'É falso. Não por que ele e eu somos um, mas por que nós somos opostos, tomo para mim os serviços que você fez para ele. Por que eu e ele somos de tipos tão diferentes que nenhum serviço que é vil pode ser feito por mim, e nenhum que não é vil pode ser feito por ele. Portanto, se qualquer homem jurar por Tash e manter seu juramento, é por mim que ele verdadeiramente jurou, embora não saiba disso, e sou eu quem o recompenso.'

"Mas eu também disse: 'Mas eu tenho buscado Tash durante todos os meus dias.'

'Amado, disse o Glorioso, a não ser que o seu desejo tenha sido por mim, você não teria buscado por tanto tempo e de forma tão verdadeira. Porque todos encontram aquilo que verdadeiramente procuram." [20] [tradução nossa]

O que essa passagem sugere? Que uma pessoa que serve a Satanás fielmente colherá bênçãos eternas se fizer algumas coisas "boas"? Que essas "boas obras" o salvarão, mesmo se ela confiar em um falso deus e rejeitar o verdadeiro evangelho? Que Rick Warren está certo e aqueles que resistirem à sua "Segunda Reforma" estão errados? Lembre-se que essa Reforma propõe uma mudança no foco cristão da doutrina e das crenças para as obras e comportamento. [21]

Nâo acredite nisso! A Palavra de Deus nos diz que:

"E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." [João 17:3]

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie." [Efésios 2:8-9; ênfase adicionada]

"E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim." [Mateus 24:14]

A Espada do Espírito: A Palavra de Deus

Nunca nossos filhos ficaram cercados por tantas falsificações espirituais, sugestões sedutoras, encantos digitais e imagens ocultistas. E, raras vezes esteve a comunidade cristã menos preparada para resistir a essas tentações espirituais. Não podemos confiar nas escolas cristãs ou nos pastores de jovens para cumprir essa atribuição dada a nós por Deus. Mas, quando nós - como famílias - confiamos em Deus, memorizamos Sua Palavra, revestimos-nos de Sua armadura, andamos em Seus caminhos e o louvamos juntos, conheceremos uma comunhão em nossas famílias que excede de longe as efêmeras fantasias que o mundo oferece.

"Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e sobreedificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças."

"Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilzas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; e estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade." [Colossenses 2:6-10]

 

Notas Finais

1. "The Chronicles of Narnia: The Lion, The Witch and The Wardrobe", (2005) Video Clips & Multimedia, http://dvddungeon.com/movies/video.php?id=2410&nv=1&nn=1

2. O diretor Andrew Adamson fala, em http://dvddungeon.com/news/news.php?id=4207

3. Trailer em http://cinema.terra.com.br/videos/interna/0,,OI60663-EI1176,00.html

4. http://disney.go.com/disneypictures/narnia/behind_the_magic.html(...)Chapter%204,%20The%20Story

5. http://www.roarofnarnia.com/ask_the_professor.aspx (o link tornou-se inoperante)

6. Josh Hurst, "Into the Wardrobe and Straight to Hollywood," Christianity Today (7/11/05), www.christianitytoday.com/movies/special/narnia-news.html

7. "A Wardrobe from the King - Chapter 2", em http://www.crossroad.to/Bible_studies/Wardrobe/chapter2.html

8. "Absolutely Thrilling! Disney's Chronicles of Narnia", em http://www.assistnews.net/Stories/s05110091.htm

9. "The Letters of J. R. R Tolkien", Humphrey Carpenter, editor (Boston: Houghton Mifflin Company, 1981, pg 201.)

10. C. S. Lewis, The Complete Chronicles of Narnia, Harper Collings Publishers, pg 48-49, 55.

11. Tony Zakula, "C. S. Lewis: Who He Was & What He Wrote, "Keepers of the Faith, dezembro de 2005, em http://www.keepersofthefaith.com/BooksReviewsDisplay.asp?key=4

12. The Nature and Tactics of Satan, em http://www.crossroad.to/Charts/sin&satan.html

13. Jason Apuzzo & Govindini Murty, "Narnia' a Classic Tale for the Ages," (12/5), em http://view.e.newsmax.com/?ffcb10-fe8d1679716d067d7d-fe2515797d610678701271-ff2c1d70746d

14. Jim Meyers, "Disney's 'Narnia': Christ Need Not Apply" (9/12/05) em http://www.newsmax.com/archives/articles/2005/12/8/204407.shtml

15. Christopher Morgan, "Narnia's lion really is Jesus" (4/12/05) em http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2087-1903338,00.html

16. Bob Smietana, C. S. Lewis Superstar, Christianity Today, 23/11/2005, em http://www.christianitytoday.com/ct/2005/012/9.28.html

17. C. S. Lewis, The Discarded Image (Cambridge University Press, 1964), pg 221-223.

18. Customer Reviews of The Discarded Image, http://www.christianity-books.com/The_Discarded_Image__An_Introduction_to_Medieval_and_Renaissance_Literature_0521477352.html

19. C. S. Lewis, Surprised by Joy (C. S. Lewis PTE Limited, 1955), pg 60-61. Nesta passagem, Lewis explica algo que a igreja emergente orientada pelas experiências deve amar: "Uma razão por que o Inimigo achou isso tão fácil foi que, sem saber, eu já estava desesperadamente ansioso para me livrar da minha religião... Eu tinha definido para mim mesmo um padrão. Nem uma cláusula da minha oração deveria ter a permissão de ser julgada aceitável a não ser que fosse acompanhada por aquilo que chamei de uma 'realização', com o que quero dizer uma certa vividez da imaginação e as afeições. Minha tarefa todas as noites era produzir pelo simples poder da vontade um fenõmeno que o poder da vontade nunca poderia produzir... e o que, mesmo quando ele ocorresse, era de valor espiritual muito medíocre. Se somente alguém tivesse lido para mim a velha advertência de Walter Hilton que nunca devemos procurar na oração extorquir por 'maestria' aquilo que Deus não dá!" pg 61-62 [tradução nossa].

20. C. S. Lewis, The Complete Chronicles of Narnia (Harper/Collin Publishers), pg 517.

21. Artigo "O Plano P.E.A.C.E. de Rick Warren e os Objetivos da ONU", em http://www.crossroad.to/articles2/05/peace-un.htm

 

 

>> Fonte: Crossroad.to / A Espada do Espírito. Autora: Berit Kjos.

 

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